A Geografia e a Semana de Arte Moderna de 1922: comunidade da EJA CP participa de atividade reflexiva sobre a influência da Semana de 22 na Música

 

Seguindo as propostas do Projeto de Ensino “A Geografia e a Semana de Arte Moderna de 1922”, os estudantes dos seguimentos do Ensino Fundamental (Turmas Iniciantes, Continuidade e Concluintes) e Ensino Médio (1º, 2º e 3º Ano) do Projeto de Educação de Jovens e Adultos do Centro Pedagógico da UFMG participaram de uma atividade coletiva que contou com a participação do Professor Paulo Henrique Pinto Coelho Rodrigues Alves, o Pitty, do Núcleo de Artes do Centro Pedagógico.

O Professor Pitty comenta que a sua exposição dialogada apostou na reflexão acerca “do papel da Música na Semana de Arte Moderna de 1922, e mais do que isso, dos reflexos dessa semana sobre os diversos movimentos na Música Popular Brasileira neste último século”. O professor destaca ainda que “houve reflexos e impactos da Semana de 1922 na Bossa Nova, na Primeira geração da Era do Rádio, no Tropicalismo, nas Músicas de Protesto, bem como em outros movimentos posteriores da música Brasileira”. Acrescenta que “embora na Semana de Arte Moderna a repercussão no campo da Música não tenha sido tão intensa, apesar da participação e da presença de Vila Lobos durante a semana, há que se considerar que houve impactos posteriores na Música Brasileira nestes 100 anos que se passaram”.

Esse projeto está sendo desenvolvido ao longo de todo ano de 2022 pela equipe da Geografia composta pela Coordenação de área do PROEF-2, Professora Adriana Angélica Ferreira e os bolsistas José Geraldo da Silva (Turmas Iniciantes), Igor Dias Pinheiro (Turmas Continuidades) e Maria Julia de Castro Morais (Turmas Concluintes). No PROEMJA, Ensino Médio, participam sob a coordenação de área da Professora Eliane Ferreira Campos Vieira, os bolsistas Luís Eduardo Baêta Pereira (Turmas 1º Ano), João Vitor Rodrigues Reis (Turmas 2º Ano) e Mayara Santos Pereira (Turmas do 3º Ano).

O projeto foi idealizado pelas professoras Adriana Angélica e Maria Ivanice Andrade Viegas do Núcleo de Geografia do Centro Pedagógico. Maria Ivanice destaca que “o projeto apostou no diálogo entre diferentes expressões artísticas e os conteúdos da Geografia” e buscou promover o entendimento da arte enquanto fruição. A professora Adriana Angélica acrescenta que o projeto “teve a intenção de promover a aquisição de conhecimentos a respeito da Semana de 22 e seus artistas” e destaca que “longe de uma perspectiva meramente folclórica, avalia-se que revisitar esse movimento pode favorecer a aprendizagem sobre a sociedade brasileira na atualidade e muitas de suas manifestações artísticas, especialmente aquelas que são marginalizadas socialmente, pois rompem com a tradição e suas pautas de costumes morais”.

A estudante Conceição Colen, da Turma 7, formandos do 3º Ano do PROEMJA, deu um belo depoimento sobre a atividade, onde conta que aprendeu com o evento “que temos de valorizar nossa origem, ter os ouvidos e olhos apurados para entender a mensagem e o grito daqueles que lutam por um ideal de vida. Fora a ditadura! O Professor Pit foi muito feliz na valorização da música, pois apesar de tanta música que explora a sexualidade, deveríamos reverenciar nossos famosos cantores como Nelson Gonçalves, Tom Jobim, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Elis Regina e etc. A semana de Arte moderna e a música podem ser comparadas a uma velocidade de transformação química na sociedade”.

Em breve, acontecerá no Centro Pedagógico, a exposição com trabalhos dos alunos do 7º Ano e da EJA, que contemplará as releituras realizadas por esses alunos a partir de algumas obras que compuseram a Semana de Arte Moderna de 1922. Aguardem!

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